

De repente a vida como estava não fazia mais sentido, e eu percebi que estar numa civilização, vivendo como todo mundo, eu vivia apenas metade do que queria viver.
Então me desfiz de tudo o que me pesava e me prendia ao chão, chamei Samanta, minha golden retriever, e saimos pelo Brasil, sem hora pra voltar, vivendo uma vida nômade, em busca de conquistas e reencontros.
Reencontrar a si mesmo, reencontrar essências perdidas no meio do caos urbano e social, e sobretudo reencontrar pessoas de minha linhagem, que me reconectam aos meus propósitos, me tirando do lugar comum.
Formamos uma grande rede de energia e luz, espalhados pelo país e pelo mundo.
São milhares de quilómetros, ao Sul, Centro-Oeste e Nordeste do país, em quase 4 anos de viagem pelo Brasil com nômade digital.
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Já notou que meu trator, que eu penso que é o que ficou e da força física de meu pai, também é um grisalhinho que nem ele? 🥰
#agrofloresta Parque Eldorado.
Os tempos estão estranhos. Ainda mais pra mim, imerso nesse lugar que conheço tão bem sem saber de nada. Embora crescido aqui, tem tantos detalhes que desconheço. Pra onde vai a água do banheiro? O que é a estrutura de concreto sob a grama? Que árvore é essa crescendo atrás do jardim?
Tantas dúvidas sem respostas, então a gente se basta a trabalhar, arrumar, organizar e tentar deixar ainda mais bonito. E eu, homem que sou, eterno pequeno filho caçula, busco no silêncio alguma aprovação. Desejando ouvir no vento, um sopro me dizendo que está ficando lindo.
Na ausência dessa voz, eu a convidava. O elo vivo que restava. “Vem tomar um café com a gente, ver como ficou linda a cozinha, as orquídeas floridas, o novo canteiro que fizemos”.
“Eu vou”, ela sempre repetia. “Deixa minha mãe melhorar, eu achar um tempo, uma tarde mais tranquila, eu vou”.
Eu esperava ela vir, pra me dizer se estava tudo certo, pra me dar uma aprovação sobre as coisas que andávamos fazendo por aqui. Afinal, por 18 anos, isso foi dela. Papai plantava e ela regava e cuidava com amor.
A sensação de vazio que me dá agora me exige uma ação difícil. Exige que eu me convença por mim mesmo que está tudo bem, que está tudo certo e que na hora certa eu descubro pra onde vai a água.
Me exige fé e perseverança, além de uma consciência própria de que estou fazendo o melhor de mim.
Se esse beija flor fosse mesmo ele, como insisto em imaginar, rindo da minha cara pelos meus pensamentos inseguros… Se essa nova flor se abrindo fosse mesmo um sinal de paz, de transformação e libertação desse corpo cansado.
Os tempos estão mesmo estranhos. Desejar que vá quem se ama, desejar ouvir a voz de quem se foi. Tantas e tantas dúvidas…
Eu só queria tomar mais uma cerveja, comendo castanhas na mesa de azulejos vermelhos, ouvindo as histórias de vocês dois.
Mas eu entendo que está difícil, que é a hora. Pode ir, descansa, vai lá encontrá-lo. Mas não demora a voltar não. Eu preciso saber se está mesmo tudo bem.
Temporada 01
Abril 2018
A primeira temporada foi no sul de Minas e norte de SP, passando pela maravilhosa Paraty, no RJ. Uma viagem teste, para eu reencontrar a mim mesmo. Uma descoberta incrível no meio do nada, em plena Serra do Papagaio, em comunidades religiosas e xamânicas.
Assista aqui a primeira temporada, a viagem teste que deu origem a tudo isso.
reencontro - s01
Reencontros s01
Uma viagem em busca do eu perdido
A viagem teste realizada em 2018, por quase 20 dias.
Temporada 02
Abril a Novembro – 2019
Na segunda temporada, eu mergulhei de vez nessa jornada, vendi absolutamente tudo o que eu tinha, mantendo apenas o necessário. Sem residência fixa, fomos para o Sul do país, buscando reencontrar momentos mais significativos, e pessoas com quem eu tenho um contrato cármico. Foram mais de 9 mil quilômetros por vários lugares, conhecendo e reencontrando pessoas incríveis.
reencontros - s02
Reencontros s02
Uma viagem em busca do eu perdido
O segundo mergulho realizado em 2019, por 6 meses.
Veja album de fotos aqui
Temporada 03
Fevereiro a Dezembro – 2020
A terceira temporada foi uma busca mais difícil. Depois de reencontrar minha alma e meus parceiros de jornada, a busca então era o reencontro de minha posição social. Tampar os buracos que ficaram pra trás, profissionalmente e financeiramente.
O grande desafio de encarar novamente os vilões sociais, foi demolido e transformado pela chegada da Pandemia do Coronavirus! Os desafios se transformaram e deram início a uma temporada cheia de descobertas mais íntimas.
reencontro - s03
Temporada 04
Janeiro a Dezembro – 2021
Após um período de confinamento por causa da Pandemia do Coronavirus, sai novamente, dessa vez, sem muitos planos ou objetivos, já que a temporada 3 me ensinou que os planos não servem pra nada além de nos dar uma falsa ilusão de segurança. Iniciei com a companhia de uma amiga humana e tudo se transformou.
A quarta temporada é mais focada em textos. Muitas fotos e poucos videos (assista a terceira temporada para entender o por que), muito mais rica em conteúdo e experiências, mas nossos videos estão sendo preparados.
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