reencontros – Show It | CRauZ

 

De repente a vida como estava não fazia mais sentido, e eu percebi que estar numa civilização, vivendo como todo mundo, eu vivia apenas metade do que queria viver.

Então me desfiz de tudo o que me pesava e me prendia ao chão, chamei Samanta, minha golden retriever, e saimos pelo Brasil, sem hora pra voltar, vivendo uma vida nômade, em busca de conquistas e reencontros.

Reencontrar a si mesmo, reencontrar essências perdidas no meio do caos urbano e social, e sobretudo reencontrar pessoas de minha linhagem, que me reconectam aos meus propósitos, me tirando do lugar comum.

Formamos uma grande rede de energia e luz, espalhados pelo país e pelo mundo.

São milhares de quilómetros, ao Sul, Centro-Oeste e Nordeste do país, em quase 4 anos de viagem pelo Brasil com nômade digital.

 

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Silencio…
Esse perfil foi criado para mostrar a minha vida nômade. E de repente, percebo que minha vida nômade parece findar. Mas não.

A foto desse post é uma lembrança de 4 anos atrás, em minha casa em Bonfim Paulista, onde eu tinha uma rede na qual me deitava para ler todas as noites. Da pra ver ao fundo, minha sala, com o sofá e uma luz agradável, que substituia a rede nos dias mais frios.

Era tudo tão bom, mas deixar tudo isso pra trás me trouxe outras coisas ainda melhores. E é isso que eu tenho que me lembrar para ficar mais fácil o 'deixar para trás' novamente.

É tão bom aqui no sitio. Essa casinha, essa varanda, com a vista para esse vale lindo, repleto de sons e cores. Mas eu ainda sou nômade. Meu espírito nômade ainda vive e saber a hora de partir e sobretudo conseguir partir, é o que me faz vivo. Mesmo porque, parte do que tornava esse lugar tão especial, já se foi.

As lembranças mostram algo tão bom deixado pra trás e nos fazem crer que o que tem a frente pode ser ainda melhor.

Não há bravatas, não há disputas nem mágoas. A gente segue pois aprendemos a perceber o valor exato das coisas. Não é fuga, nem covardia, é compaixão com quem ainda não aprendeu o poder que o desapego tem de transmutar as coisas.

_ O nomadismo nos trouxe tanta sabedoria, que eu adoraria poder repassar a você!
Se abra a isso.
Eu não sou Jesus, não dou a outra cara a tapa. Mas não revido. Olho fundo nos olhos e fico em silêncio, mantenho minha índole, meu carater e meu discernimento. Com isso as coisas se resolvem por sí só, as verdades brotam, o mundo se encaixa. Quem tem que ir, vai. Quem merece voltar, se apetece...
Só espionando (seria uma técnica para a minha vesguinha enxergar melhor?)

#goldens #samantagolden
Se eles existissem, será que morariam em algum tipo de cidadezinha assim? Grande ou pequeno demais? 

Não percebe?
Está bem abaixo de seu nariz.
Vou te contar um segredo, não espalhe por ai: nem sempre é do patrão a melhor casa da fazenda. 🤫
Se existe algo que eu não sou, é vagabundo. E eu tenho certeza que meu pai sabia muito bem disso. Ele me via trabalhar. Ele me visitava em Ribeirão, conhecia bem o meu trabalho e ficava tranquilo porque eu mostrava a ele que ele não precisava me bancar.

Ele teve certeza disso quando eu sucumbi, e invés de lhe pedir ajuda, fui cuidar de mim, virei nômade e honrei cada centavo que devia. E eu sempre fazia questão de dizer a ele por onde eu andava e o que eu andava fazendo:

Além de meu trabalho oficial, como publicitário, depois de virar nômade eu fui faxineiro, recepcionista, jardineiro, cuidei de cães, cuidei de ovelhas, cuidei de gente. Fui barman, gerente, administrador, e mais um monte de coisas. E sobretudo, fui homem!

Fui digno e honrado. Recebi amor e gratidao por onde passei. Tenho amigos e irmãos em cada cidade. Tenho lares em todos os lugares.

Qualquer pessoa pode dizer qualquer coisa sobre mim, até por que, tem pessoas que tem percepções tão distorcidas que fantasiam e passam a crer em suas próprias farsas. Pessoas que mentem tanto que acreditam nas próprias mentiras, e se ofendem quando são confrontadas com a realidade.

Então, em suas ignorâncias, eu compreendo que pensem que sou um vagabundo. Definitivamente não me conhecem...

Mas meu pai me conhecia. Meu pai, em seu último dia de vida, disse de forma muito clara, o quanto tinha orgulho de mim, de quem eu me tornei. Ele disse o quanto me amava.

Infelizmente, eu não consigo fazer o que ele me pediu naquele mesmo momento. Fico muito triste, mas eu não tenho poderes para lutar contra isso. Sei que hoje, sem os véus da materialidade, ele sabe que eu tentei. Ele sabe quem é quem, ele sabe ainda com mais certezas quem eu sou.

Eu sigo em paz por, de fato, ter tido momentos de diálogos sinceros com meu pai. Não só em seu leito de morte, mas em toda nossa vida. A cada jantar, cada cervejinha, cada vez que nos sentamos no pasto pra olhar as nuvens.
Lembrança foda. Que mensagem forte, escrita a dois anos atrás:

“Muito do que eu trouxe, eu não levo de volta. Sobretudo, e inclusive, percepções. Esperanças de que estaría junto de algumas pessoas, de que poderia contagia-las com minhas vivências e emoções.
.
Mas muito do que elas trazem, elas não levam também. E não há culpa nisso. É tudo mutável, o tempo todo. Crianças crescem, famílias se rompem em novos núcleos familiares e assim sussetivamente, formando uma grande malha de pessoas por todo o planeta. Tá tudo bem! 
.
Sobrevive numa folha de papel, e em nossos corações.”
Seguir a intuição pura não é um exercício fácil. Ainda mais quando vc está imerso em questões legais, politicas e sociais.

Nômades são excluídos, marginais e independentes, então a intuição é nossa maior ferramenta.

Nosso EPI é o “foda-se”. 

#nomadismo #vidanomade #viajando #liberdade #reponsabilidade #worldpackers

Links de referências para anfitriões:

Temporada 01
Abril 2018

A primeira temporada foi no sul de Minas e norte de SP, passando pela maravilhosa Paraty, no RJ. Uma viagem teste, para eu reencontrar a mim mesmo. Uma descoberta incrível no meio do nada, em plena Serra do Papagaio, em comunidades religiosas e xamânicas.

Assista aqui a primeira temporada, a viagem teste que deu origem a tudo isso.

reencontro - s01

Reencontros s01

Uma viagem em busca do eu perdido

A viagem teste realizada em 2018, por quase 20 dias.

Temporada 02
Abril a Novembro – 2019

Na segunda temporada, eu mergulhei de vez nessa jornada, vendi absolutamente tudo o que eu tinha, mantendo apenas o necessário. Sem residência fixa, fomos para o Sul do país, buscando reencontrar momentos mais significativos, e pessoas com quem eu tenho um contrato cármico. Foram mais de 9 mil quilômetros por vários lugares, conhecendo e reencontrando pessoas incríveis.

reencontros - s02

Reencontros s02

Uma viagem em busca do eu perdido

O segundo mergulho realizado em 2019, por 6 meses.
Veja album de fotos aqui

Temporada 03
Fevereiro a Dezembro – 2020

A terceira temporada foi uma busca mais difícil. Depois de reencontrar minha alma e meus parceiros de jornada, a busca então era o reencontro de minha posição social. Tampar os buracos que ficaram pra trás, profissionalmente e financeiramente.

O grande desafio de encarar novamente os vilões sociais, foi demolido e transformado pela chegada da Pandemia do Coronavirus! Os desafios se transformaram e deram início a uma temporada cheia de descobertas mais íntimas.

reencontro - s03

Reencontros s03

Pandemia – Um olhar para dentro

A última temporada durante o ano de 2020.

Temporada 04
Janeiro a Dezembro – 2021

Após um período de confinamento por causa da Pandemia do Coronavirus, sai novamente, dessa vez, sem muitos planos ou objetivos, já que a temporada 3 me ensinou que os planos não servem pra nada além de nos dar uma falsa ilusão de segurança. Iniciei com a companhia de uma amiga humana e tudo se transformou.

A quarta temporada é mais focada em textos. Muitas fotos e poucos videos (assista a terceira temporada para entender o por que), muito mais rica em conteúdo e experiências, mas nossos videos estão sendo preparados.

reencontros - s04

Reencontros s04

Temporada final

2021 – Um final perfeito e surpreendente.

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Diário de Bordo

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s04 – Semana 47 – Abençoado

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Em Santa Rita, nem há muito o que escrever. Mas esse texto é especial pois é um texto de agradecimento e muito amor.
10 de outubro de 2021

s04 – Semana 37 e 38

Depois de quase 4500km rodados em 3 meses, entramos em Minas, pelo parque do Caparaó, e migramos para a região história de Ouro Preto, São João del Rei e Tiradentes, pra finalizar a etapa de volta a Santa Rita do Passa Quatro.

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