3 de abril de 2010

Verdades à Lua que Míngua

Eu, réu confesso, confesso: Estou estagnado em três mulheres distintas. Cada uma com total poder de me fazer esquecer as outras duas, e todas com visível medo de se responsabilizar por isso. Eu confesso que estou estagnado pois também temo as características dessas mulheres distintas: a ambivalência de uma, a bi-polaridade de outra e o marasmo intelectual da terceira.
9 de abril de 2010

Verdades a Lua Nova

Depois de ter gritado a luz da lua que se retirava para seu silêncio mensal, querendo assustar as mulheres que me assombram, enfim o escuro se fez, à lua nova, é noite de silêncio. Silêncio da mulher que ficou, me olhando por de trás de seus óculos disfarçantes. Ela fica em silêncio como se não soubesse nada de mim. Não sabe ou finge, pois está tudo ai…
13 de abril de 2010

Verdades a Lua Crescente

Depois de ter acreditado que o escuro me absolveria, que aquele ser invisível cederia a todas as minhas lamúrias, ela ressurgiu. Mergulhou dos céus, ou emergiu das trevas. Não pude ver. Apenas sei que abriu suas grandes asas sobre mim e me envolveu: “Eu gosto muito de você. De verdade”.
3 de maio de 2010

Verdades a Lua Cheia

Eu não conseguia me mexer, meus olhos não conseguiam se abrir, mas eu sentia a luz forte em minhas pálpebras. A lua cheia havia chegado e eu continuava deitado no chão úmido daquele bosque. Meu corpo estava preguiçoso, eu não conseguia acordar.